Revelando: Pátria Submissa | Ep #06
Resumo
Em uma frase
O Brasil possui terras raras estratégicas que Trump quer controlar, e brasileiros estão conspirando para entregá-las em troca de apoio político.
A descrição promete revelar um complô para saquear o Brasil e identificar os "traidores da pátria" envolvidos. A transcrição entrega exatamente isso: um esquema orquestrado por Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo, André Marinho e a rede Rock Bridge, que planejam entregar as terras raras e minerais críticos do Brasil aos Estados Unidos em troca de apoio eleitoral de Trump.
O que Trump quer do Brasil
O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras (11 das 75 milhões de toneladas existentes no planeta), além de 93% da produção mundial de nióbio e a segunda maior reserva de grafite. Esses minerais são essenciais para tecnologia moderna: celulares, carros elétricos, turbinas eólicas, mísseis e drones. A China controla 44 milhões de toneladas e está fechando as exportações, tornando o Brasil estratégico demais para os americanos ignorarem.
A estratégia de Trump com outros países
Trump segue um padrão repetido: pressão (guerra, tarifas, empréstimos), colocação de um aliado no poder que lhe deva favores, e finalmente a assinatura de acordos que entregam recursos naturais aos EUA.
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Ucrânia (fevereiro 2025): Humilhada na Casa Branca, assinou acordo entregando metade da receita de novas licenças de minério, petróleo e gás a um fundo administrado conjuntamente com os EUA.
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Venezuela (agosto 2024): Após captura de Maduro por forças especiais americanas, entregou 17 campos de petróleo (25% da produção) pelos próximos 100 anos, com 35% da empresa para os EUA e direito de veto na diretoria.
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Irã (fevereiro 2024): Bombardeado por EUA e Israel; Trump declarou publicamente que queria petróleo iraniano.
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Colômbia (junho-setembro 2024): Elegeu presidente de extrema direita com apoio de Trump; um mês após posse, assinou acordo sobre minerais críticos.
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Argentina (outubro-fevereiro 2024-2025): Trump ofereceu 20 bilhões em empréstimos antes da eleição; Milei venceu e assinou acordo de minerais críticos.
A pressão sobre o Brasil
Em julho de 2024, Trump declarou emergência nacional por causa do Brasil, taxando em 50% quase todas as exportações brasileiras. Em outubro de 2024, o governo americano entregou 21 exigências, incluindo: anistia para condenados pelo golpe, tarifa zero para produtos americanos, fim do Pix (considerado concorrência desleal aos cartões de crédito americanos), notificação prévia de vendas de minerais críticos com tratamento preferencial para empresas americanas, e bloqueio de investimentos chineses na mineração. Lula chamou a lista de "arquivo morto" e assinou lei estabelecendo que quem manda na exploração de minerais é o Brasil.
Os brasileiros que estão abrindo a porta
Paulo Figueiredo: Neto do último presidente da ditadura militar, deve R$ 4,9 milhões em impostos à União. Seu nome apareceu no comunicado oficial da Casa Branca justificando as tarifas contra o Brasil.
Eduardo Bolsonaro: Irmão de Flávio, foi aos EUA ainda como deputado negociar sanções contra autoridades brasileiras (condenado a 4 anos e 2 meses de prisão). Acompanhou Figueiredo nos EUA pedindo ao governo americano para criar tarifas contra o Brasil.
Flávio Bolsonaro: Candidato à presidência, subiu no palco da CPAC (conferência do partido de Trump) em 28 de março de 2025 e prometeu em inglês: "Brazil is America's solution to break independence on China for critical minerals, especially rare Earth elements" (O Brasil é a solução da América para quebrar a independência da China em minerais críticos, especialmente terras raras).
André Marinho: Humorista e ex-candidato do Novo, filho de Paulo Marinho (apoiador de Bolsonaro em 2018). Escreveu documento de 22 páginas em inglês intitulado "Prosperity Partnership" explicando a parceria entre governo Flávio e EUA para exploração de minerais. Três semanas depois, reuniu-se com JD Vance, vice-presidente americano.
JD Vance e Rock Bridge: Em 2019, Vance fundou Rock Bridge Network, clube de doadores bilionários. Em maio de 2025, registrou Rock Bridge Brasil nos EUA. Criaram também fundo 1789 Capital com Donald Trump Jr., que investiu milhões na Vulcan Elements (fabricante de ímã com contrato com Energy Fields, empresa que explora terras raras em Prado, Bahia).
Pedro da Rock Bridge (Pedro Sang): Empresário que se apresenta como representante da Rock Bridge no Brasil, montou comitê de campanha de Flávio Bolsonaro em São Paulo. Em setembro, foi acusado publicamente de ter colocado dinheiro ilegal na campanha.
Posição do General Santos Cruz
General de três estrelas, ex-ministro de Bolsonaro e declaradamente de direita, entrevistado 12 dias antes da eleição, chamou o esquema de "vigarice" e "submissão voluntária". Afirmou que não é direita nem patriotismo entregar recursos estratégicos. Criticou a "turma do gorro" (brasileiros que se alinham a Trump). Alertou que o Brasil só vira colônia se alguém de dentro abrir a porta, como um vampiro.
O dilema final
O Brasil possui riquezas estratégicas sem precedentes: segunda maior reserva de terras raras, maior reserva de nióbio, segunda maior de grafite, maior floresta do mundo e maior biodiversidade do planeta. A pergunta crucial é: quem será dono dessa riqueza nos próximos 50 anos? Os brasileiros ou americanos que tomam o que é dos outros?
De um lado, Lula mandou as exigências americanas para arquivo morto e assinou lei garantindo soberania brasileira. Do outro, Flávio Bolsonaro prometeu publicamente ser "a solução da América". Para entregar a bandeja, porém, precisam da chave do Palácio do Planalto.
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Transcrição
O Brasil tem mesmo o molho. E eu não tô
falando só da nossa cultura, do nosso
povo, da nossa alegria. Eu tô falando de
um molho que todo mundo quer. Um molho
que vale dinheiro, que vale muito
dinheiro. Tem uma coisa embaixo do chão
do Brasil que vale até mais do que o
petróleo valeu no século passado. É um
recurso precioso e o mundo inteiro
precisa dele porque quase ninguém tem. E
tirando a China, a gente tem mais do que
qualquer outro país. Só que nesse exato
momento tem gente poderosa se
organizando para tomar isso da gente.
>> Tomar o petróleo porque ele tá lá para
ser tomado. Eles não podem fazer nada.
>> O presidente americano afirmou ainda que
vai controlar 65 bilhões de barris de
petróleo venezuelano.
>> Você não está numa boa posição. Não é
você quem dá as cartas.
>> Brasil iser solution.
>> Terras raras. Um acordo com o Brasil.
Para acelerar a exploração das reservas,
as terras raras do Brasil já estão sendo
rifadas por banqueiros e malandros
aliados a governos externos.
>> Tarifas foram um movimento correto para
o Brasil. Presidente Trump agiu
corretamente e eu sou muito grato a ele.
>> Os Estados Unidos têm mecanismos muito
semelhantes ao Pix. Dá pra gente
conversar e botar na mesa isso daí? A
busca de interferência é traição.
>> Hoje você vai descobrir a história de um
complô para saquear o Brasil. Um complô
que conta com traidores da pátria, gente
submissa e voluntários que estão
entregando o país de bandeja pros
americanos. E quem chama eles de
traidores não sou eu. Um general
condecorado com três estrelas,
ex-ministros de Jair Bolsonaro. O
general Santos Cruz. Ele deu uma
entrevista pra gente e falou sobre tudo
isso. Mas antes de você ouvir o general,
eu preciso te explicar três coisas. O
que o governo americano quer do Brasil,
como o Trump costuma pegar o que ele
quer dos outros países e quem são os
brasileiros que estão abrindo a porta
pro Trump entrar.
Bora começar pelo que eles querem. Para
isso, deixa eu te levar lá paraa minha
terra,
a Bahia.
Pega o celular que você tá segurando
para me assistir. Dentro dele tem um íã
minúsculo que também faz o alto-ofalante
funcionar e o motor vibrar. Esse íã é
feito de um grupo de minerais chamado
terras raras. Esses mesais estão no
motor do carro elétrico, estão na
turbina eólica, nos mísseis usados nas
guerras e nos drones usados para tudo.
Todo ano o governo dos Estados Unidos
publica um relatório que conta quanto de
cada mineral existe embaixo da terra no
mundo inteiro.
Muito bem. O último relatório deles diz
que o planeta Terra todinho tem umas 75
milhões de toneladas de terras raras.
Dessa 75, a China tem 44 e o Brasil tem
11. Faz essa conta comigo. A China tem
mais da metade do que existe no mundo. O
Brasil tem a segunda maior reserva,
quase 20%.
Os outros 200 países do planeta dividem
o que sobra. Então, quando a China
resolver parar de vender esses minerais
pros americanos, o único país do mundo
com terras raras suficientes para pensar
em substituir a China se chama Brasil. E
pior, o mesmo relatório do governo
americano avisa: "A China já começou a
fechar a torneira das terras raras. O
Brasil nunca foi tão estratégico e as
terras raras são só o começo. Você
conhece o Nióbio?
Niób é um metal que misturado com aço
deixa o aço muito mais forte e por isso
ele vai no motor do avião, no gasoduto,
na ponte. Bolsonaro sempre foi obsecado
com nióbio.
>> Campanha eu falei tanto em nióbio.
>> Nióbio,
>> nióbio.
>> Nió,
>> bateria de nióbio.
>> Nió.
>> O mundo inteiro usa nióbbio. E de cada
100 kg de nióbio produzidos no planeta,
93 saem do Brasil. Tem ainda o grafite
que vai dentro da bateria do carro
elétrico e do seu celular. O Brasil é o
segundo maior produtor do mundo. Essa
situação simplesmente tira o sono dos
americanos, porque hoje de cada 10 kg de
terras raras que os Estados Unidos
importam, sete vem da China. E a China e
os Estados Unidos estão numa briga que
não acaba por isso e por um monte de
outras razões. Quer dizer, pros
americanos, então, encontrar outro
fornecedor virou uma questão de
sobrevivência. E o outro país que tem
esses minerais para oferecer é a gente.
Por causa disso, o sul da Bahia virou
alvo de empresas americanas. Em
fevereiro de 2023, uma empresa americana
chamada Energy Fields comprou por mais
de 27 milhões de dólares uma concessão
para mineração de terras raras entre
Prado e Caravelas. Nos registros da
Agência Nacional de Mineração, essa
empresa tem um total de 19 processos
ativos em Prado, Caravelas e Alcobassa.
Em setembro desse ano, outra empresa
americana, a USA Rare Earth, concluiu a
compra da Serra Verde em Goiás, a única
mina de terras raras em operação no
Brasil, um negócio de quase 3 bilhões de
dólares. Só que aí, em 16 de setembro, o
Brasil sancionou uma lei que diz que
esses minerais até podem ser explorados
por empresas de fora, mas só se elas
seguirem os princípios da soberania e do
nosso interesse nacional. Em português,
bem claro, a gente decidiu que a empresa
pode vir explorar, mas quem manda é o
Brasil. e decidiu também que o minério
não sai daqui com pedra bruta para ser
processado lá fora. Ele precisa ser
processado aqui, gerar emprego aqui,
gerar riqueza aqui. E é exatamente isso
que Trump não aceita, porque o Trump ele
não quer comprar minério dos outros, ele
quer que o minério dos outros seja dele.
Eu vou te mostrar como ele faz isso
acontecer.
Para entender o que tá sendo preparado
pro Brasil, eu preciso te mostrar o que
o Trump fez com outros países nesses
últimos dois anos. Vamos passar por
alguns países diferentes, bem rapidinho,
e você vai perceber que a história se
repete. O primeiro exemplo é o da
Ucrânia.
Em fevereiro de 2025, o presidente da
Ucrânia, o Zelensk, foi à Casa Branca
para assinar um acordo de minerais. O
país dele tá em guerra com a Rússia há 4
anos e depende das armas americanas para
não ser engolido.
Olha o que aconteceu na frente das
câmaras.
>> Você não está numa boa posição agora.
Você se colocou numa posição péssima.
Por acaso é onde está agora? Desde o
início da guerra? Senhor,
>> você não está numa boa posição. Não é
você quem dá as cartas.
>> Dois meses depois dessa reunião
humilhante, a Ucrânia assinou um acordo
imposto pelos Estados Unidos. Sim, era
um acordo, mas era imposto pela parte
mais forte. Eu nem preciso dizer que o
tal acordo era péssimo paraa Ucrânia,
né? Veja o que ele diz.
Metade de toda a receita, de toda
licença nova de minério, petróleo e gás
da Ucrânia, agora vai para um fundo
administrado junto com o governo
americano. Ou seja, um país em guerra
entregou metade das riquezas do seu
subsolo pros americanos em troca de
continuar vivo. Segundo exemplo,
Venezuela.
No dia 3 de janeiro desse ano, forças
especiais americanas entraram em Caracas
e capturaram o ditador deles, o Nicolás
Maduro. Quem assumiu foi a vice dele,
Adel Rodriguez, que só ficou no cargo
porque o Trump deixou. Passaram 7 meses
e em agosto Trump anunciou um acordo de
petróleo com o governo da Delc. Olha os
termos do acordo. A Venezuela
simplesmente entregou pros americanos 17
campos de petróleo, cerca de 1 qu da
produção do país. Isso pelos próximos
100 anos. Eu vou repetir, isso é pelos
próximos 100 anos.
Os Estados Unidos ficam com 35%
da empresa de petróleo da Venezuela com
direito de veto sobre a diretoria e
ainda compram até 20% do petróleo dessa
operação pelo preço de custo, ou seja,
sem lucro nenhum pro povo da Venezuela.
Isso é o que a Venezuela entregou depois
que os americanos tiraram o presidente à
força e deixaram no lugar alguém que
devia o cargo a eles. E Trump ainda
explicou pros americanos que o petróleo
era um presente da Venezuela pro povo
dos Estados Unidos.
O terceiro exemplo é o Irã. Em fevereiro
desse ano, os Estados Unidos e Israel
bombardearam o Irã, mataram o líder
iraniano e atoláenei. E até hoje a
guerra não acabou. Quando o jornalista
do Financial Times perguntou ao Trump o
que ele queria do Irã, ele disse
explicitamente que o que ele queria era
petróleo. E pouco tempo depois ele disse
que o Irã estava dando petróleo pros
Estados Unidos em sinal de respeito. É
inacreditável, cara. É inacreditável.
>> E então hoje eles
nos fizeram uma homenagem. Eu não sei,
eu não consegui definir com exatidão,
mas acho que eles deram como sinal de
respeito 20 navios petroleiros, 20
navios enormes que estão passando pelo
estreito de Ormus.
>> Já o quarto exemplo é o da Colômbia. Em
junho, a Colômbia elegeu um presidente
de extrema direita, o Abelardo de
Laisprer,
com apoio declarado de Donald Trump. Ele
tomou posse em agosto e um mês depois o
secretário de Estado americano, Marco
Rúbio, desembarcou em Barranquilla. E os
dois assinaram um acordo justamente
sobre minerais críticos, esse que o
Brasil tem de sobra. O cara nem tinha
trocado as cortinas do palácio e o
minério já estava na mesa. E o último
exemplo que eu vou dar é o da Argentina,
que é nossa vizinha também. Em outubro
do ano passado, a Argentina ia votar
numa eleição que decidia se o presidente
de extrema direita deles, o Javier
Milei, continuaria a ter força no
Congresso. Duas semanas antes da
votação, os americanos anunciaram que
iam emprestar 20 bilhões de dólares pro
governo do Milei. E aí perguntaram Trump
numa coletiva se a ajuda dependia do
resultado. Olha o que ele respondeu.
>> Se ele perder, nós não vamos ser
generosos com a Argentina. O Milei
ganhou. 4 meses depois, em fevereiro,
Argentina e Estados Unidos assinaram um
acordo de minerais críticos. Você tá
vendo, você percebe como a história se
repete? Primeiro vem a pressão, uma
guerra, uma tarifa, um empréstimo, o que
for preciso. Depois, alguém no poder que
deva o próprio cargo a Donald Trump, a
Dels na Venezuela, o Spiedia na
Colômbia, o Milei na Argentina. E no fim
chega o acordo, minério e petróleo
saindo do país com os americanos
comandando. Agora olha a situação do
Brasil com esses três passos na cabeça.
O primeiro passo, a pressão, já veio. Em
30 de julho do ano passado, Trump
assinou uma ordem executiva que declarou
emergência nacional por causa do Brasil.
chamou o nosso país de ameaça incomum e
extraordinária a segurança dos Estados
Unidos e taxou em 50% quase tudo que a
gente vende para lá. Agora, em setembro,
o Estadão, jornal conhecidamente
conservador, revelou 21 exigências que o
governo americano entregou pro Brasil em
outubro do ano passado. Tem de tudo
nessa lista: anistia pros condenados
pelo golpe, tarifa zero pros produtos
americanos e até o fim do Pix de graça.
Sim, eles acham que o Pix faz
concorrência desleal com os cartões de
crédito da Visa, do Mastercard e outras
empresas americanas e exigiram por
escrito que o Brasil acabe com o Pix.
Mas eu quero que você olhe dois itens
dessa lista que quase ninguém comentou.
Um diz que o Brasil tem que avisar aos
Estados Unidos com antecedência toda vez
que for vender um ativo de minerais
críticos e também dar para as empresas
americanas tratamento preferencial.
O outro item diz que o Brasil tem que
limitar o investimento de entidades
estrangeiras preocupantes.
Entidades estrangeiras preocupantes na
mineração. Entidade estrangeira
preocupante é um jeito educado de dizer
China. Ou seja, a China não pode mais
investir no Brasil. A boa notícia é que
a diplomacia brasileira leu essa lista
absurda e não levou a sério. Lula chamou
aquilo de arquivo morto. E é por isso
que agora os americanos estão focados no
segundo passo. Eles querem ter alguém no
poder que deva o cargo a Trump. E para
isso, Trump precisa de brasileiros
dispostos a ter essa relação de dívida
com ele.
Essa rua tranquila fica a 40 minutos de
Orlando, na Flória.
Essa casa, ela foi comprada em novembro
do ano passado por 1.200.000,
uns 6 milhões deais. O dono é esse homem
aí. Quando eu digo que os jornalistas
são
>> o nome desse sujeito é Paulo Figueiredo
e ele é neto do general João Figueiredo,
que foi o último presidente da ditadura
militar. Ele é comentarista político,
ele é dono de um programa na internet e
desde o começo de 2023 ele é um homem
procurado pela Polícia Federal. Quando
ele assinou a compra dessa casa, ele
devia R$ 4.900.000 R$ 1.000 a União numa
dívida que, segundo a PF, é ligada a um
esquema de sonegação de imposto.
Curiosamente, o governo americano
escolheu justo esse homem para fazer o
papel de vítima. No comunicado oficial
emitido pela Casa Branca, no dia em que
eles decidiram punir o Brasil inteiro
com tarifas, o nome de Paulo Figueiredo
aparece. Sim, um país inteiro foi punido
e um dos motivos escritos no papel é a
situação judicial. de um neto de ditador
que deve milhões de reais paraa União,
ou seja, um sujeito que deve dinheiro
para todos nós.
>> Tô 100% convencido de que as tarifas
foram o movimento correto para o Brasil.
Presidente Trump agiu corretamente e eu
sou muito grato a ele.
>> E o pior, quem tava lá nos Estados
Unidos junto com Figueiredo pedindo para
os americanos criarem essas tarifas, era
ninguém mais, ninguém menos do que
Eduardo Bolsonaro.
>> O cenário brasileiro do que que tá
acontecendo aí, os impactos da tarifa e
o Paulo Figueiredo sempre conosco aqui
ajudando. Eduardo era deputado federal
até dezembro do ano passado, quando a
Câmara declarou a perda do mandato por
falta, que ele simplesmente parou de
trabalhar. E ele foi condenado em junho
desse ano há 4 anos e 2 meses de prisão
por coação, por ter ido aos Estados
Unidos, ainda com mandato, negociar
sanções contra autoridades do próprio
país.
Hoje a Polícia Federal apura se quem
pagava as contas dele no Texas era o
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. E
hoje o irmão de Eduardo, Flávio, é o
candidato que quer ocupar no Brasil o
lugar que a Delsi ocupa na Venezuela e o
Spriedia ocupa na Colômbia. E quem tá
dizendo isso é ele mesmo. Em 28 de
março, numa conferência do partido de
Trump, o CPEC, ele subiu no palco e
prometeu exatamente isso. Bra is going
to be the battle where the future of the
hemere will be because Brazil is
America's solution to break independence
on China for critical mineral espcially
rare Earth elements.
>> A solução da América. Ele disse da
América. E esse discurso não parece ser
sido um improviso, porque no dias antes
esse homem aqui tinha escrito uma
espécie de roteiro. Vamos confiar em
Deus aí. Vai dar tudo certo aí agora. Tá
com Deus,
>> Esse cara é o André Marinho,
humorista, ex-apresentador da Jovem Pan
e ex-candidato do Novo ao governo do
Rio. Ele é filho de Paulo Marinho, um
dos principais apoiadores da candidatura
de Jair Bolsonaro em 2018. Em março
desse ano, o André escreveu um texto de
22 páginas em inglês com o nome
Prosperity Partnership,
explicando como seria a parceria entre o
governo de Flávio Bolsonaro e os Estados
Unidos para explorar minerais críticos e
terras raras no Brasil.
Três semanas depois de escrever esse
documento, o André Marinho estava nos
Estados Unidos numa reunião com o
vice-presidente americano. Presta
atenção. Depois de escrever esse
documento, ele estava em uma reunião com
um vice-presidente americano, um cara
chamado JD V. Esse JD V é muito
importante para essa história. Em 2019,
JD Vou
Rock Bridge Network, um clube de
doadores bilionários. Em maio desse ano,
o Rock Bridge registrou uma empresa
chamada Rock Bridge Brasil, lá nos
Estados Unidos. E quem assinou a
abertura foi um assessor do próprio Jade
Vence, um cara chamado Chris Applegate.
Uma consultoria da Faria Lima ajudou no
registro. A Rock Bridge diz que a
iniciativa não prosseguiu e que nunca
mandou dinheiro para cá, mas parece que
ela tem um representante no Brasil, um
carioca com nome de personagem de filme
de sessão da tarde, Pedro da Rock
Bridge. Esse seria o nome de guerra de
Pedro Sang, um empresário que se
apresenta como o homem da Rock Bridge no
Brasil e que montou o comitê de campanha
de Flávio Bolsonaro em São Paulo. Em
setembro, Renan Santos do partido
Missão, que também era candidato da
direita, acusou publicamente a Rock
Bridge de ter botado dinheiro na
campanha de Flávio Bolsonaro. As
palavras dele fecharam com o Flávio
>> e esses caras entraram na campanha do
Flávio
naturalmente e ilegalmente. São os caras
que vão, caso o Flávio vença, ganhar
dinheiro com essa merda. Essa turma de
canalhas está rifando o nosso futuro,
rifando o nosso presente e não dando a
nós brasileiros sequer a chance de
sonhar. As terras raras do Brasil já
estão sendo rifadas por banqueiros e
malandros aliados a governos externos.
Agora veja, os ricácios americanos
ligados a Rock Bridge criaram também um
fundo de investimento chamado 1789
Capital, junto com o Donald Trump Jor,
que é filho de Trump. Depois, a 179
investiu milhões de dólares numa
fabricante de ímã, a Vulcan Elements. E
a Vulcan tem contrato de fornecimento
com a Energy Fiels, que é a dona do
projeto de mineração de terras raras em
Prado, no sul da Bahia. Quer dizer, o
dinheiro do filho de Trump já está por
tabela aplicado no minério da Bahia. Tá
vendo?
Terrajara de novo. Toda vez que você
puxa um fio dessa turma, ele termina no
minério.
Então, vamos juntar as peças. O neto do
ditador ficou dizendo que o Trump tinha
que tarifar o Brasil. O Eduardo levou o
pedido pra Casa Branca. O Flávio
prometeu em público ser a solução da
America.
E o André Marinho escreveu o plano de
parceria. Plano de parceria. O Pedro da
Rock Bridge toca o comitê de campanha de
Flávio. O clube do Vence está do outro
lado da mesa com o fundo do filho do
Trump já dentro do projeto de exploração
de minério em Prado, na Bahia. Essas
pessoas estão claramente conspirando
contra o Brasil. Agora, sabe quem também
parece ter juntado essas peças? um
general de três estrelas de direita que
foi ministro de Jair Bolsonaro. Ele se
chama General Santos Cruz e ele recebeu
a nossa equipe 12 dias antes da eleição
e falou por 1 hora e meia. Eu não estava
lá. Quem entrevistou o general foi o
jornalista Bruno Torturra e a entrevista
inteira está no canal do Revelando. Você
pode assistir tudo. Mas eu faço questão
de te mostrar quatro trechos. O primeiro
é sobre de que lado ele tá e sobre o
nome que ele dá para tudo que você
acabou de ver.
>> O senhor ainda se considera um homem de
direita? Como é que o senhor se
posiciona é ideologicamente hoje?
>> Olha, eu me considero de direita. Isso
aí que a gente vê, esse extremismo é
isso aí, não é direita, isso é vigarice.
Isso aí se chama vigarice. É submissão
voluntária. Então os Estados Unidos
também ele se beneficia desse
voluntariado que ele nem precisou
recrutar.
Já esse trecho aqui é sobre o que o
general chama de turma do gorro.
Brasileiros que estão nos Estados Unidos
puxando o saco de Trump. Uma pessoa que
resolve se dedicar à vida pública pela
política, uma pessoa que é deputado, que
é um governador, se colocar um gorrinho
make America Great Gang, é um negócio
assim que você não tem igual no mundo.
Se dizem patriotas, mas perderam
totalmente o sentimento de patriotismo.
Eh, aonde você se submete a tirar uma
fotografia que vai entrar pra história.
Você tem um presidente do dos Estados
Unidos sentado e você em pé do lado numa
posição de subalterno, né?
É uma foto histórica.
>> O próximo trecho é sobre a minha terra.
General, o Brasil pode vender terra rara
desse jeito? Ah,
>> se você vê o documento aí de terras
raras aí, inaceitável, né? Não pode
exportar como como se fosse minério de
ferro. Nem minério de ferro você pode
>> minério de ferro, né?
>> Você não pode vender como se tivesse
vendendo
pão na no botiquinho, né?
>> E esse último trecho é sobre a pergunta
que eu mais queria fazer.
General Santos Cruz, o Brasil pode virar
uma colônia americana.
>> Nas Américas aqui tem três países que
jamais vão ser colônia americana.
>> Quais países?
>> Canadá, que é um país grande, o México e
o Brasil. O Brasil é 50% do PIB de toda
a América do Sul. Então, esses países
eles não nunca vão se sujeitar a isso, a
não ser que eles consigam dentro de um
país um apoio quase incondicional ou um
>> um apoio subalterno. E no Brasil,
infelizmente, para ganhar alguns pontos
na corrida eleitoral, eh, isso aí foi
colocado na pauta. Eu não sei você, mas
quando eu ouço o Santos Cruz, eu fico
bem impressionado, porque não tem
direita nem esquerda aqui. Eu sou um
motor de esquerda. Ele é um general de
direita que trabalhou com Bolsonaro. E
nós concordamos no essencial.
Nossos minerais raros são estratégicos.
Os brasileiros que estão tentando
entregar o Brasil de bandeja para Trump
são uma vergonha pro Brasil. E Flávio tá
fazendo tudo isso para tentar ganhar uma
eleição.
O deprimente é que ele pode conseguir.
Mas tem um outro lado dessa história que
é um lado bom.
O Brasil hoje tá numa posição que nenhum
outro país do mundo está, porque embaixo
do chão a gente tem a segunda maior
reserva de terras raras do planeta, a
segunda maior reserva de grafite e a
maior reserva de nióbio. Isso é o que o
mundo inteiro vai precisar pelos
próximos 50 anos, tá? Aqui em cima do
chão a gente tem algo ainda mais
valioso, a maior floresta do mundo, a
maior biodiversidade do planeta. Você
sabe o Zenque, remédio de emagrecer que
tá em todo lugar? A ciência dele começou
no veneno de um lagarto que mora num
deserto no sul dos Estados Unidos. Hoje,
a empresa que fabrica o Zenpic vale mais
do que a economia inteira da Dinamarca,
que é o país onde ela é sediada.
Sim, tem um país inteiro, um país
próspero vivendo de um remédio que
começou no veneno de um bicho. E aqui a
gente tem mais bicho, mais planta e mais
veneno do que qualquer lugar do planeta
Terra. O Brasil vai ser um país muito
rico nas próximas décadas. A pergunta é:
quem vai ser o dono dessa riqueza?
Agente ou um bando de americano que
gosta de tomar o que é dos outros?
Quando aquela lista de 21 exigências dos
americanos chegou, Lula mandou pro
Arquivo morto. E quando o Minério entrou
na pauta, ele assinou uma lei dizendo
que quem manda aqui é o Brasil. E do
outro lado tem um candidato que subiu no
palco nos Estados Unidos e prometeu em
inglês ser a solução da América. Do lado
desse candidato tem um neto de ditador
que deve a receita, tem um ex-deputado
que parou de ir trabalhar, tem um
imitador de político e tem Pedro do Rock
Bridge. Todos eles parecem prontos para
entregar pro Trump uma riqueza que é
nossa, que é sua. O general Santos Cruz,
que entende muito mais de segurança
nacional do que eu, já avisou: "Um país
do tamanho do Brasil, ninguém toma
força. Ele só vira a colônia se alguém
de dentro abrir a porta que nem vampiro.
Porque tem gente oferecendo o Brasil de
bandeja pro tran. Mas para entregar a
bandeja, eles precisam de uma coisa que
eles ainda não têm, a chave do Palácio
do Planalto. Eu sou Wagner Moura e esse
foi um episódio do Revelando เฮ
เฮ
