LULA está lendo o MESMO LIVRO há SEIS ANOS! Será que ele SABE ler?
Resumo
Em uma frase
Lula usa o mesmo livro como propaganda há seis anos, reciclando símbolos vazios enquanto a dívida pública explode.
O vídeo não responde diretamente se Lula "sabe ler", mas sugere que o livro funciona como peça de marketing político, não como hábito genuíno de leitura. Em agosto, a campanha gravou uma estante inteira com livros na sede do comitê em Brasília para usar no horário eleitoral, transformando a obra "Um Defeito de Cor" em simples adereço, assim como o boné e o macacão de metalúrgico.
O Padrão de Reciclagem Política
Entre 11 candidatos presidenciáveis questionados sobre o que estavam lendo em setembro de 2024, apenas Lula respondeu com uma obra que já havia utilizado como "vitrina" em 2020, 2022 e agora na campanha. Não é hábito de leitura, é roteiro. O problema não é reler um livro favorito (o que muita gente faz), mas usar o mesmo símbolo repetidamente por seis anos como ferramenta de imagem, sem coisa concreta por trás.
Promessas Recicladas: a Taxa das Blusinhas
O governo criou um problema, cobrou de brasileiros pobres por quase dois anos através da taxa de importação sobre compras internacionais de até 50 dólares, e depois, em maio de 2026 (ano eleitoral), sancionou uma medida provisória eliminando a cobrança. A campanha petista apresentou o fim da taxa como conquista, ignorando que o governo havia criado o problema e lucrado com ele por dois anos. É como um assaltante que devolve a carteira sem o dinheiro e espera um obrigado.
A Isenção do Imposto de Renda: a Troca de Bolso
A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês, sancionada em novembro de 2025, parece uma vitória. Porém, boa parte dessa "bondade" é apenas devolução do que a inflação tomou: a tabela do IR ficou congelada por anos, empurrando trabalhadores para faixas mais altas sem votação (confisco silencioso).
Além disso, o governo não cortou gastos para bancar a isenção (estimada em R$ 28 bilhões por ano). Em vez disso, criou um imposto de 10% sobre dividendos acima de R$ 50 mil por mês e sobre dividendos enviados ao exterior, esperando arrecadar R$ 30 bilhões. Não é redução de carga, é troca de bolso: alivia-se o trabalhador e taxa-se quem investe, produz e gera emprego.
Nos dois primeiros meses de 2026, essa tributação arrecadou apenas R$ 157 milhões, uma fração do esperado. Muitas empresas anteciparam a distribuição de dividendos para 2025 antes da taxa entrar em vigor. Se a compensação não vier, o rombo vai para a dívida pública.
A Redução da Jornada 6x1
A PEC que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais já passou na Câmara. Ninguém é contra o trabalhador descansar mais, mas quem paga? Uma canetada em Brasília não aumenta produtividade. Se a jornada cai 10% por lei e o salário não pode cair, o custo de cada hora trabalhada sobe.
Grandes empresas absorvem, automatizam ou repassam o preço. Padarias, salões de beleza e pequeno comércio (que funcionam nos fins de semana) não conseguem: demitem, deixam de contratar ou empurram funcionários para a informalidade, onde quase 40% dos trabalhadores brasileiros já estão, sem carteira e sem direitos. O trabalhador que quer trabalhar mais para ganhar mais passa a ser proibido pelo Estado.
O Verdadeiro Problema: a Dívida Pública
O padrão é claro: o Estado não produz nada, apenas redistribui o que tirou de alguém. Qualquer "benefício" anunciado em eleição é pago via impostos hoje, inflação amanhã ou dívida para os filhos.
A dívida bruta do governo chegou a R$ 10,9 trilhões em julho de 2026, ou 82,5% do PIB. Quando Lula assumiu em janeiro de 2023, era 71,7%. São quase 11 pontos a mais em 3 anos e meio, o nível mais alto desde o pico da pandemia, perigosamente perto do recorde de 87,6%. Sem pandemia, peste, guerra ou catástrofe, apenas um governo que gasta demais.
Toda vez que o governo gasta mais do que arrecada, alguém paga: primeiro via juros altos (o governo disputa crédito com você e com pequenos empresários), depois via inflação, o imposto mais covarde porque ninguém vota nele e todo mundo paga.
O Que Se Vê e o Que Não Se Vê
A escola austríaca já explicou há mais de um século como a intervenção estatal gera distorções que pedem mais intervenção. Se vê a blusinha mais barata após o fim da taxa, mas não se vê os dois anos que você pagou a mais. Não se vê a dívida crescendo em silêncio, nem os empregos que deixaram de existir porque o capital foi sugado pelo governo. Se vê a jornada menor anunciada no palanque, mas não se vê a vaga que o pequeno empresário desistiu de abrir.
Nada disso cabe num vídeo de campanha. O que cabe é uma estante bonita, um livro premiado e um candidato com cara de vovô sábio. O marketing trata o eleitor como plateia, não como adulto.
Conclusão Simbólica
Talvez a escolha do livro "Um Defeito de Cor" seja mais sincera do que parece: a protagonista passa a vida tentando recuperar o que lhe foi tirado à força. O brasileiro conhece bem esse enredo, com a diferença de que aqui quem tira não são traficantes do século XIX, mas o Estado do século XX, com carimbo, CPF e propaganda eleitoral.
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Transcrição
Tem livro que a gente lê em uma semana,
outros já levam um mês. E tem o livro do
Lula. Em 2020, ele contou pelo Twitter
que tinha lido um defeito de cor da Ana
Maria Gonçalves na prisão em 2022. De
novo. Agora perto da eleição,
perguntaram o que ele está lendo. E a
resposta foi um defeito de cor. São
quase 1000 páginas, mas 6 anos já é
demais. Ele sabe ler? Calma. Vamos dar o
benefício da dúvida ao presidente e
supor que sim. O problema é que se ele
sabe ler, ou ele lê e não entende, ou
ele só usa o livro como uma peça de
propaganda para ter o que responder
quando for perguntado. Esta é o Visão
Libertária, sua fonte de informações
descentralizadas e distribuídas. Ajude a
propagar as ideias de liberdade. Deixe o
seu like e compartilhe com seus amigos.
Um artigo seu pode virar vídeo aqui
também, sabia? Este artigo foi escrito
por JJ Liber, revisado e narrado por
Gordinho Caipira. No dia 19 de setembro,
o Metrópoles perguntou aos
presidenciáveis que livro cada um estava
lendo. 11 responderam: Tinha Talebe,
Keruak, Will Duran, Bacak e tinha o Lula
com um defeito de cor, o mesmo livro que
em maio de 2020 ele disse pelas redes
sociais ter lido na cadeia. Abre aspas,
tem quase 1000 páginas, mas vale muito a
pena. Fecha aspas. Antes de tudo, uma
coisa precisa ficar clara. O problema
não é o livro, o problema é o leitor, ou
melhor, o personagem que ele interpreta,
porque seu livro nunca foi sobre
leitura, sempre foi sobre imagem. Em
agosto, a própria imprensa noticiou que
a campanha de Lula gravou na sede do
comitê em Brasília uma estante com os
livros que ele leu durante os 580 dias
de prisão para usar no horário
eleitoral. Leu bem, a estante virou
cenário de campanha. O livro virou
adereço igual ao boné, ao macacão de
metalúrgico e a picanha de 2022. A
picanha, aliás, que nunca viu chegar.
Repare que a questão não é reler um
livro. Muita gente relê seus favoritos e
isso é ótimo. A questão é que entre 11
candidatos só um respondeu com uma obra
que já tinha usado como vitrina em 2020,
em 2022 e agora na instante da campanha.
Não é hábito de leitura, é roteiro. E se
roteiro funciona, para que mudar? Esse é
mais um símbolo que agrada uma parte do
eleitorado, muito repetido e com pouca
coisa concreta por trás. Não precisa ser
coerente, basta que saia bem na foto. E
se Lula consegue reciclar o mesmo livro
por 6 anos, imagine o que ele faz com as
promessas. Pense, por exemplo, na famosa
taxa das blusinhas. Em 2024, o governo
Lula sancionou a cobrança de impostos de
importação sobre compras internacionais
de até $50, justamente as compras de
quem não tem dinheiro para comprar roupa
no shopping. Durante quase dois anos, o
brasileiro pobre pagou o mais caro por
uma camiseta da Shen para proteger o
lucro de meia dúzia de varegistas
nacionais bem relacionados em Brasília.
A velha lógica perversa do governo:
tirar de todos para dar a poucos. E aí,
em maio de 2026, ano eleitoral, o
governo mandou uma medida provisória
acabando com a taxa. A sanção saiu no
dia 10 de setembro, a menos de um mês da
eleição. E adivinha o que apareceu na
propaganda eleitoral do PT? Isso mesmo,
o fim da taxa das blusinhas, apresentado
como conquista. O governo cria o
problema, cobra de você por dois anos e
depois quer aplauso por ter parado de
cobrar algo que ele mesmo criou. É como
o assaltante que devolve a carteira sem
o dinheiro e ainda espera um obrigado. A
mesma cartilha aparece no outro carro
chefe da propaganda petista, a isenção
do imposto de renda para quem ganha até
R$ 5.000 por mês. Sancionada em novembro
de 2025 e em vigor desde esse ano. A
primeira vista é difícil ser contra.
Qualquer libertário aplaude quando o
governo tira a mão do bolso de alguém. O
problema é o que vem junto e o que
ninguém conta na propaganda. Primeiro,
boa parte dessa bondade é só a devolução
do que a inflação tomou. A tabela do IR
passou anos praticamente congelada e
cada reajuste de salário que apenas
repunha a inflação empurrava o
trabalhador para uma faixa de imposto
mais alta.
É o chamado confisco silencioso. O
governo aumenta impostos sem votar lei
nenhuma, só deixando de corrigir a
tabela. Depois de anos cobrando a mais,
ele devolve uma parte e chama isso de
presente. Segundo, o governo não cortou
um centavo de gasto para bancar a
isenção, estimada em cerca de R$ 28
bilhões deais por ano. Em vez disso,
criou um imposto de 10% sobre dividendos
acima de R$ 50.000 R$ 1.000 por mês e
sobre dividendos enviados ao exterior,
com a expectativa de arrecadar uns R$ 30
bilhões deais por ano. Ou seja, não é
redução de carga, é troca de bolso.
Alivia-se o trabalhador de um lado e
taxa-se do outro quem investe, produz e
gera emprego, como se o capital de uma
empresa não fosse justamente o que paga
os salários. E as pessoas reagem a
incentivos. Como sempre, nos dois
primeiros meses de 2026, essa nova
tributação arrecadou cerca de R 157
milhões deais, uma fração mínima do
esperado. A receita diz que é cedo para
concluir alguma coisa e é verdade que
dividendos não são distribuídos de forma
uniforme ao longo do ano, mas muitas
empresas simplesmente anteciparam a
distribuição para 2025 antes da taxa
entrar em vigor. Se a compensação não
vier, o rombo vai direto pra conta que
você já conhece, a dívida pública. E tem
mais uma promessa na vitrine, o fim da
escala 6x1. A PEC reduz a jornada máxima
de 44 para 40 horas semanais. Ela já
passou na Câmara e o governo queria a
aprovação no Senado antes do primeiro
turno para exibir na campanha. A votação
foi adiada no dia 2 de setembro e o
governo perdeu o trunfo. Mas a ideia
continua no discurso, então vale
entender o que ela significa. Ninguém é
contra o trabalhador descansar mais. A
questão é quem paga. Uma canetada em
Brasília não aumenta a produtividade de
ninguém. Se a jornada cai 10% por lei e
o salário não pode cair, o custo de cada
hora trabalhada sobe. A grande empresa
absorve, automatiza ou repassa o preço.
A padaria da esquina, o salão de beleza
e o pequeno comércio, que funcionam
justamente nos fins de semana, não
conseguem. Eles demitem, deixam de
contratar ou empurram um funcionário
paraa informalidade, onde quase quatro
em cada 10 trabalhadores brasileiros já
estão, sem carteira, sem limite de
jornada e sem direito nenhum.
E o trabalhador que quer trabalhar mais
para ganhar mais, esse passa a ser
proibido pelo Estado de fazer um acordo
livre com o patrão. Esse é o padrão. O
estado não produz nada. Ele só pode dar
a você o que antes tirou de você. E ele
sempre fica com uma parte no caminho.
Qualquer, entre aspas, benefício
anunciado em época de eleição é pago de
algum jeito, com impostos hoje, com
inflação amanhã ou com dívida para os
seus filhos. E por falar em dívida, esse
talvez seja o livro que Lula deveria
estar lendo. Segundo o Banco Central, a
dívida bruta do governo chegou a 10,9
trilhões deais em julho de 2026, ou
82,5%
do PIB. Quando Lula assumiu, em janeiro
de 2023 eram 71,7%.
São quase 11 pontos a mais em 3 anos e
meio, o nível mais alto desde o pico da
pandemia, perigosamente perto do recorde
histórico de 87,6%.
Só que hoje não há pandemia nenhuma. Não
houve peste, não houve guerra, não houve
catástrofe. Houve só um governo que
gasta demais. Toda vez que o governo
gasta mais do que arrecada, alguém paga
a conta. Primeiro via juros altos. O
governo pega emprestado e disputa
crédito com você, com o pequeno
empresário, com quem quer financiar uma
casa. Depois, via inflação, o imposto
mais covarde que existe, porque ninguém
vota nele e todo mundo paga. É o seu
salário comprando menos no mercado,
enquanto o presidente possa com sua
estante de livros. Os economistas da
escola austreca já explicaram isso há
mais de um século. Mises mostrou que a
intervenção estatal gera distorções que
pedem mais intervenção num ciclo sem
fim. Aik alertou que o planejamento
central caminha para concentração de
poder. Bastiá falou do que se vê e do
que não se vê. Se vê a blusinha mais
barata depois do fim da taxa. E não se
vê os dois anos que você pagou a mais.
Nem a dívida que cresce em silêncio, nem
os empregos que deixaram de existir,
porque o capital foi sugado pelo
governo. Se vê a jornada menor anunciada
no palanque e não se vê a vaga que o
pequeno empresário desistiu de abrir.
Mas nada disso cabe num vídeo de
campanha. O que cabe é uma estante
bonita, um livro premiado e um candidato
com cara de vovô sábio. O marketing
trata o eleitor como plateia e não como
adulto. E o eleitor tende a esquecer
rápido, o que é muito conveniente para
quem vive de repetir a mesma história.
No fim das contas, talvez a escolha do
livro seja mais sincera do que parece.
Em um defeito de cor, a protagonista
passa a vida tentando recuperar o que
lhe foi tirado à força. O brasileiro
conhece bem esse enredo. A diferença é
que aqui quem tira não são traficantes
do século XIX, mas o estado do século
XX, com carimbo, CPF e propaganda
eleitoral. Então, presidente, termina
esse livro que já passou da hora. Depois
leia as seis lições do MES. Tem menos de
150 páginas. Com o seu ritmo, dá para
terminar até 2030. E se a leitura
estiver mesmo difícil por incapacidade,
peça para alguém ler em voz alta o valor
da dívida pública. Esse pelo menos, é
curto, 10,9 trilhões deais. Obrigado
pela audiência. Este é um canal
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